O que se passa em Portugal a nível bancário e político?

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Sede do Banco de Portugal, na Igreja de São Julião, na Baixa de Lisboa
Sede do Banco de Portugal, na Igreja de São Julião, na Baixa de Lisboa

Antes de avançar para a análise da reserva fraccionária e dos juros cobrados pelas Instituições Bancárias, convidamo-lo a ver o Documentário «Os Donos de Portugal», que elucida muitos dos “esquemas” que acontecem no nosso país, expondo as ligações e percursos dos políticos evidenciando ainda os cargos que passaram a ocupar (após a passagem pelo Governo) em empresas que ajudaram a privatizar.

Conhecida a teia da Política que organiza os grandes negócios e que escraviza os cidadãos forçando-os a financiar os seus investimentos e suportar as suas dívidas, podemos agora verificar que:

  •  Quem dirigiu a privatização passa a dirigir o que privatizou;
  •  Quem adjudicou a obra pública passa a liderar a construtora escolhida;
  •  Quem negociou com o Estado a parceria público-privada passa a gerir a renda que antes atribuiu, ou vice-versa.
Crise Financeira
Crise Financeira

A maior parte da dívida externa portuguesa não é do Estado mas sim dos Bancos. O sistema financeiro abandonou assim definitivamente o crédito aos sectores produtivos da EconomiaPortugal tornou-se cada vez mais dependente, produzindo cada vez menos daquilo que precisava; o que consumia era cada vez mais importado.

Com a crise financeira internacional, este castelo de dívidas desmoronou-se. O desemprego gera despesa social e diminui a cobrança fiscal; os impostos sobre o consumo geram pobreza e contraem a produção; os serviços públicos degradam-se rapidamente; AS PERDAS DOS BANCOS PRIVADOS SÃO SOCIALIZADAS.

Sob o regime da dívida a própria democracia é ameaçada. Assim chegamos à situação em que nos encontramos hoje. Não foi por acaso;

O actual cenário é intencional e tudo foi arquitectado há muito tempo.

Fonte: LIVRO: «A Fraude do Sistema Monetário» de Ivo Margarido

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