Luzes em Ceres que a NASA não consegue explicar

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Luzes em Ceres
Luzes em Ceres

À medida que a sonda Dawn se aproxima, o planeta anão torna-se cada vez mais enigmático. Na última foto enviada, surgem dois pontos de luz que os cientistas não sabem identificar.

A sonda Dawn, em missão de descoberta ao planeta anão Ceres, está cada vez mais próxima do seu alvo. Mas, à medida que a distância diminui, aumenta o mistério em torno de Ceres, o maior objecto da cintura de asteroides entre as órbitas de Marte e Júpiter. A sua composição e características geológicas são desconhecidas e os cientistas da NASA esperam conseguir obter informações mais precisas.

Mas, por agora, as fotografias enviadas pela sonda estão a intrigar os investigadores, que não conseguem perceber o que lhes tem sido dado a ver. A última imagem de Ceres, que foi capturada pela Dawn no dia 19 de Fevereiro a cerca de 46 mil quilómetros de distância do planeta anão, mostra dois pontos brilhantes, um deles de maior dimensão, que os cientistas não são capazes de identificar.

Em comunicado divulgado pela NASA, o investigador responsável pela câmara da sonda, Andreas Nathues, explicou que “o ponto mais brilhante continua a ser demasiado pequeno para ser captado com alguma resolução, mas apesar do seu tamanho brilha mais do que qualquer outro objecto visível em Ceres. Isto é realmente inesperado e permanece um mistério para nós”.

Inicialmente, a câmara da Dawn detectava apenas uma luz brilhante, surgindo depois um novo foco de luz, mais pequeno, bem ao lado do primeiro. Para Chris Russel, investigador principal para a missão da Dawn, este facto pode indicar que ambos os pontos têm origem vulcânica, mas é necessário esperar por imagens com melhor resolução que permitam confirmar, ou não, estas interpretações geológicas.

Fonte: Diário de Notícias

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