Os Ruídos Fantasma da Batalha dos Aliados

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Dia D: Invasão da Normandia em 6 de Junho de 1944
Dia D: Invasão da Normandia em 6 de Junho de 1944

No início de Agosto de 1951, duas cunhadas inglesas passavam férias na França, quando a tranquilidade do sono foi interrompida por disparos de canhões. Não demorou muito tempo para perceberem que estavam a ouvir sons de uma Guerra. O barulho continuou, interrompido aqui e ali, durante quase três horas.

No dia seguinte, quando as duas mulheres assustadas tentaram descobrir o que acontecera, ficaram chocadas com a notícia de que não tinha sido travada nenhuma batalha. Na realidade, ninguém mais ouvira nada.

No entanto, depois de uma investigação elas ficaram a saber que estavam a passar as férias em Puys, na praia perto de Dieppe, área ocupada e muito bem fortificada durante a Segunda Guerra Mundial. Ali, quase nove anos antes, os Aliados desencadearam uma invasão dispendiosa e sangrenta. Mais da metade dos 6086 homens que chegaram à praia, no dia 19 de Agosto de 1942, foram mortos, feridos ou capturados.

As inglesas ficaram a saber que os sons que escutaram eram a reprodução auditiva quase exata daquela batalha, como se estivessem naquele hotel no momento em que a invasão aconteceu. Elas ouviram bombas e gritos de madrugada, por volta das 4 horas e o barulho parou abruptamente cinco minutos depois. O verdadeiro bombardeamento começou às 3h47 e foi interrompido, de acordo com registos militares, às 4h50. Ambas ouviram bombardeamentos e os gritos dos homens e então fez-se silêncio outra vez. Novamente, os registos militares confirmaram que o bombardeamento foi interrompido mais ou menos naquele horário, entre 5h07 e 5h40.

Todos os sons que elas ouviram combinam com os registos militares da batalha. É interessante notar que a batalha parou às 6 horas, o mesmo horário em que todos os ruídos foram interrompidos para as mulheres. No entanto, as cunhadas inglesas ouviram os gritos desesperados de homens feridos e moribundos por mais uma hora, gritos que foram ficando cada vez mais fracos, à medida que o tempo ia passando.

Fonte: Livro «O Livro dos Fenómenos Estranhos» de Charles Berlitz

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